terça-feira, 20 de novembro de 2012

"As Trilhas daqui, não são como as de lá..."



Pessoal, fazer trilha é muito legal. Mas tem que ser “trilha” mesmo, daquelas de abrir porteira, subir morro por onde o gado passa e entrar pelo mato seguindo os caminhos sinuosos, percorrendo aquela trilha que
somente comporta os pés humanos que a desenharam no solo, ocasionando até um certo desnível acentuado em alguns lugares... atravessando igapós, subidas Íngremes e trechos de areião e pedras soltas, bem como adentrar na mata fechada e ficar esgotado de tanto passar a moto em troncos.

Tornado x crf...
Inicialmente, eu achava que a melhor moto para trilha era a tornado (xr250 Tornado - Honda), até por que ela foi a Rainha das Trilhas e quem é rei nunca perde a majestade (lí isso em um site de trilhas e demorei para me convencer do contrário). E lá fui eu de Tornado, como tantos outros trilheiros que conheço… terminava as trilhas completamente cansado, destruído. Muito mais cansado do que meus colegas de CRF 230, XR200... E a moto sofria, vê-se claramente que uma Tornado bem preparada, apesar de ótima moto, não tem a resistência e a leveza de uma CRF 230F para a prática desse esporte, e na hora do atoleiro isso faz falta.
Vamos agora resumir essa história toda sobre andar na terra: “Trilha” é trilha mesmo, ou seja, não é “andar na terra” como muitos dizem. “Trilha” não passa carro, mal passa cavalo, e é um esporte que requer uma moto de esporte, sem IPVA, placa, etc. Aqui em minha região a CRF230F é a mais comum, mas se vê várias KTM, WR,CRF 450, DR400...além de algumas Kawasaki e outras motos importadas, mas também temos uns franksteins derivados de Xr200, Nx 200, entre outras.
O importante para esse esporte é o peso! O resto também tem sua importância, mas a diferença entre o bom e o ótimo está mesmo no peso da moto. Motos com cerca de 100 kg bem maleáveis são as mais
indicadas, acima de 130 kg a coisa começa a ficar complicada — a Tornado fica nesse patamar, bem como a Suzuki DR 400 que tem o dobro da potencia da CRF 230.
O ideal é ter também simplicidade mecânica, coisas que não impeçam a moto de continuar andando no caso de uma queda mais grave. Aqui temos um debate sobre as motos com refrigeração liquida que podem vazar pelo radiador após uma queda e simplesmente parar.

Panelinhas x Trilha
Eu normalmente sou muito observador e não passou despercebido, que não só na trilha, mas também em outros circulos onde a moto é a liga da "mistura", que a exemplo de outras circulos de amizade, geralmente se tenta excluir do 'meio da turma', quem tem uma moto "inferior" seja em potencia ou na idade da moto, estratificando em camadas o que teoricamente deveria único - um grupos de pessoas que gostam de trilhas.
Normalmente, observo que os “trilheiros profissas” geralmente competidores de ENDURO, não gostam de andar com gente que “trava trilha”, o que inclui os pilotos ruins de braço, os fora de forma física, aqueles que andam com motos muito velhas (que quebram mais) e, em certos casos, aqueles “não muito bons” que usam motos com refrigeração liquida. Só os pilotos “muito bons” é que são perdoados em qualquer circunstância ou moto… Lembre-se disso: respeito na trilha é pelo “piloto” e não pela “moto”. Não tente compensar sua falta de braço com uma moto importada de alto preço…
Quando a Trilha acontece essa "estratificação" que falei, se põe em prática, pois geralmente os "trilheiros profissas" saem desesperados, como se estivessem escutado alguém gritar: "pega ladrao" !!!
Algumas vezes competindo perigosamente entre si, sendo que sempre há um hiato entre o 1º pelotão e a turma que quer fazer trilha de verdade, se ajudando nos obstáculos e curtindo a paisagem e tomando banho em algum igarapé de águas frias.

Sobre a CRF230F
Particularmente, apesar de fazer trilha em uma Xr200 preparada, noto que mesmo gastando uma dinheirama no motor e suspensão a CRF230, estará sempre anos-luz a frente...pois é uma moto que necessita de
pouquíssimos ajustes/acessórios para encarar uma trilha, já que foi concebida para este fim. É uma moto que permite o piloto evoluir muito até chegar ao limite da motocicleta, é leve, forte, barata de comprar e de manter e tem um bom valor de revenda. A TTR 230 da Yamaha não goza do mesmo prestigio aqui no Norte, e os números de vendas no Brasil comprovam essa falta de reconhecimento pelos trilheiros. As importadas carecem de mão de obra especializada e peças, o que eleva o custo de manutenção.

Me diga qual sua moto e te Direi quem és...
Nas Trilhas vemos claramente 03 tipos de “piloto”:

- Os “endinheirados ruins de braço” tentando compensar na moto sua falta de habilidade;

- Os “pilotos” de verdade, que já ultrapassaram os limites das CRF230 e similares.

- E os bajuladores, que não são nem abastados financeiramente e tampouco são bons pilotos, são apenas pessoas que sabem andar de moto e estão passando uma chuva na trilha, assim que aparecer um esporte
mais interessante abandonam as trilhas e vão bajular os novos "papas".
Os 'pilotos de verdade' são respeitados, e os 'endinheirados' são constantemente alvos de chacota nos neutros e nas mesas de bar. já os bajuladores estarão sempre enchendo o saco de alguém...


(adaptado de: http://www.bestriders.com.br/2011/11/30/andando-na-

terra-tornado-crf-230-e-xt600e/?replytocom=6991)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Trilha de retorno


Faziam quase 02 meses que estava sem fazer trilha porque minha Xr200, estava com problemas no motor, especificamente na parte de força e embreagem. Fiz uma força e arrumei ela, pois já estava preocupado com a chegada de Dezembro e por consequencia a época dos Papai Noel na Trilha, sem moto sem trilhas...
Bom, minha moto ficou pronta na Sexta e no sábado a tarde dei umas voltinhas de leve lá na pista de motocross, pra desenferrujar as articulações e combinei com alguns amigos a trilha do Domingo.
Pela manhã fui pra praça do estrela, encontrar com outros trilheiros, havia feito contato com o Nelson e eles estão levantando o Rally da chuva 2013, porém, não sabia que ia rolar uma outra Trilha com saida do posto palmeiras, então segui com a turma do levantamento na companhia do batata, joão, nene e adeila, fomos até a agrovila de Iracema de onde retornamos, pra fazer umas trilhas mais próximas de castanhal.
Fizemos grande parte do trecho do trilhão da moleza, vale da morte e paramos a trilha quase 1 da tarde. eu muito cansado e feliz por estar voltando as trilhas de Domingo, por maus caminhos com bons amigos.

Vídeos da trilha:

Subida do vale da morte
Tronco trilhão da moleza


Até mais e boa semana a todos, que papai do céu ilumine todos nós.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

BV São Domingos do Capim - Mãe do rio - Aurora do Pará


Segunda-feira, recírio em Belém...folga pra que te quero - estrada de novo!
Como de praxe aguardo os amigos de belém em castanhal e pra minha surpresa, veio só o Diego (Xt600), Ivan (Xt660) e Diogo (Xt660), os demais do grupo ficaram em casa poupando a moto para uma viagem que farão brevemente.
Saimos de castanhal com Destino a São domingos do Capim pela Pa-127, e foi muito asfalto com umas curvas boas até a balsa onde se faz a travessia para a cidade propriamente dita, passamos pela cidade e logo pegamos a estrada rumo a um povoado chamado perserverança de lá muito off road, muita poeira, quando passava um caminhão em sentido contrário escurecia de tanta poeira... subidas, descidas, curvas em descidas, numa dessas curvas fiquei com medo de frear e  derrapar e passei direto na curva... sorte que fui freando devagar para não derrapar e consegui parar a moto antes de entrar no mato, foi tenso, ainda mais por que cismei de ir de bermuda e tenis ao invés de ir de bota e calça jeans.
Paramos pra fazer algumas fotos e logo estavamos chegando na Pa que dá acesso a Mãe do rio, lá procuramos o restaurante BONACARNE do amigo Ray que estava nos aguardando, lá almoçamos a especialidade da casa: picanha com queijo na chapa, uma delícia, recomendo a quem passar por mãe do rio... conversamos bastante sobre motos e viagens. aproveitando a oportunidade convidamos o ray pra nos levar em algum igarapé proximo, afinal Bv sem igarapé ou praia não é Bv, fomos ao Igarapé do 58 as margens da Br010 após aurora.
Após nos refrescarmos nas frias e escuras águas do igarapé do 58 fizemos uma parada em Aurora pra tomar uma coca-cola, eu aproveitei e comi logo um hamburguer, igarapé geralmente dá uma fome terrível :)
De Aurora, voltamos pra Mae do Rio onde nos despedimos do Ray com a promessa de retornarmos em outra oportunidade e rumamos para nossas casas agora pelas BR 010 e 316.

clássica foto de placa, ah essa moto não é minha, só pra constar :)

meu amigão diego

Estreia do escudo do motogrupo HL'S Pa na minha jaqueta

parada pra descansar um pouco, as margens de um igarapé
vídeo de celular: cortando esse igarapézinho na tornado.
http://youtu.be/D_COPtSuMb0

xt600 do diego

ivanjr na xt660 se preparando  pra atravessar o igarapé.

já na companhia do ray em mae do rio

Minha tornado e a tenere do ray

Igarapé do 58 de águas escuras e frias.

Paisagem muito comum nas margens da 010 belém-brasilia, muitas queimadas...

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Bv Castanhal Terra-Alta - Curuçá - Abade e Ilha de fora

Blza galera, ficar o finde o domingo em casa nem pensar, então aceitei o convite do meu amigo Diego (Belém) e fomos rodar, aguardei em castanhal o Diego que veio acompanhado do Pastana, outro amigo nosso que tb gosta de viajar e desbravar novos caminhos.
Nossa primeira parada foi na Vila de Macapazinho, interior de castanhal, o lugar é de primeira, vc passa a segunda e já sai do local, rsss; brincadeira a parte é um lugar muito aprazível e conta com um rio passado bem em frente a vila, onde tem uma ponte de madeira que liga ao ramal de pernambuco que dá acesso ao itaqui e dependendo do sentido à BR 316.
De lá rumamos para Terra-alta, onde fomos em um Igarapé, cuja entrada fica ao lado de uma subestação da Celpa, não tomamos banho, apenas tiramos ponto do gps e algumas fotos.
Nossa próxima parada foi na estrada para São João da Ponta, tinhamos a intenção de ir até a cidade, mas um igarapé bem discreto á beira da estrada nos chamou a atenção e almoçamos lá e relaxamos nas água frias do mesmo.
De lá saimos em direção á curuçá e fomos na direção do povoado de Abade onde fiquei contemplando a beira-rio, com muitos barcos encalhados longe da maré que estava seca.
O pastana falou que tinha uns conhecidos do outro lado do rio e também haviam igarapés do outro lado, atravessamos então para a outra margem, já com os pés na ilha de fora fomos procurar os igarapés e os conhecidos do pastana, encontramos 02 igarapés e todos estavam com o nivel dagua muito baixo. já beirando umas 04 horas retornamos à Abade e iniciamos o retorno, á frente muitas nuvens carregadas sinal de muita chuva, fato que se concretizou mais a frente, cheguei em casa molhado e o diego seguiu embaixo de chuva para Belém.
 fotos:

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Kawasaki ninja 300

Se essa motoca vir para o brasil, a briga nessa categoria só está começando...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Copa Nordeste Paraense de Mx - Etapa Castanhal

Confiram um pouco do que rolou nos vídeos abaixo, destaque para o Matheus (castanhal) que chegou em 1º na categoria Importadas Força Livre. CATEGORIA NACIONAL B

CATEGORIA NACIONAL A INTERMEDIARIA IMPORTADAS FORÇA LIVRE

quarta-feira, 25 de julho de 2012

XVI RALLYE DO SOL - 2012


A aventura começou já bem antes na inscrição, saimos de castanhal com destino a Belém, ao park Shopping fazer a inscrição e participar do brieffing dos pilotos;

Até então estavamos na dúvida se valeria a pena ou não a inscrição, mas decidimos faze-la para garantir a tranquilidade e a certeza que não seríamos perturbados, soubemos q houve ano que pilotos não inscritos foram barrados e a ultima coisa que eu queria era passar por esse tipo de constrangimento, afinal queriamos diversão e não aporrinhação.

Efetuamos nossas incrições e encontramos muitos pilotos conhecidos da cidade modelo.

Como ainda havia zilhões de coisas a se fazer, (brasileiro é  f*** mesmo), decidimos voltar cedo para justamente tentar resolver na última hora a mais emergencial de todas: arrumar um transporte para as motos de castanhal até a entrada de Mosqueiro - saída do Rally.





Nessa mesma manhã coloquei o numeral na aba lateral da Xr200, que já estava previamente adesivada, um ótimo trabalho do pessoal da GRAFFMIDIA, (px a Ichiban sound), que mexe com adesivagem e outros serviços de serigrafia.

Não conseguimos o transporte e resolvemos pegar o rally já andando no km17 da Pa Castanhal-Marudá.
A noite foi curta pra mim que fikei até a meia-noite arrumando tralhas e colocando eletronicos pra carregar: bateria do gps, celular, maq. digital etc...

Acordei as 6 da manhã e ainda fui lavar o filtro de ar da xr200 q tava sujo da trilha passada :(

Filtro lavado material na mochila fui para o ponto de encontro onde sairiamos para o km17.

Na oficina supermotos do brother joaninha, ponto de encontro ainda fomos consertar o freio dianteiro do Erlo q havia caído a trava da pastilha e a mesma estava solta deixando a moto sem freio dianteiro; o joaninha estava dando os ultimos acertos em sua moto e o outro brother estava atrás de um parafuso para prender a lateral da crf q havia caído em algum lugar, resolvidos esses pequenos mas importantes detalhes saímos rumo ao km17.

Antes abastecemos as motos e seguimos viagem tranquila até o km17 guiados pelo meu gps.
Ao nos aproximarmos de alguns ramais próximos já viamos marcas de pneus de motos que denunciavam q muitas motos já haviam passado.

Chegando ao km17, fizemos um breve lanche e saímos com destino a São Francisco do pará, junto com a galera da bagaceira ... no caminho o Erlo furou o pneu da moto e retornou para consertar, mais a frente sentimos a falta dele e voltamos e não o encontramos mais; o escape do joaninha quebrou o suporte nos obrigando a fazer uma parada, px a Pa castanhal-Igarapé-Açú para fixa-la com arame de cerca.

Chegando a São francisco, fomos abastecer e para nossa surpresa todo mundo estava com essa intenção, resultado: muitas motos no posto  para abastecer...lá ví uma moto rara uma xr400 importada do japão.


De São Francisco seguimos com os jipes até jambú-açú e de lá até Igarapé-Açú, onde nos esperava um happy hour com lanches e agua mineral do rally, para repor as energias. após abastecer novamente e fazer um breve lanche, recebemos a noticia que haviam queimado a ponte do livramento, uma ponte que já virou tradição queimarem e bloquearem justo no dia do rally do sol.

Seguindo por outro rumo seguimos por um ramal até Santa Maria, de onde seguimos por BR até Nova Timboteua, nesse trecho que comeu 50% de nossos pneus tacudos, a moto do joaninha começou a falhar muito e não passava de 60km/h a minha já vinha falhando, mas só em altíssimas rotações; resolvemos parar e consertar a moto do joaninha em uma oficina em N. timboteua.Onde encontramos com trilheiros conhecidos do Erlo que é de lá, e nos ensinaram um caminho onde encontramos novamente a trilha do rally, passamos por um lamaçal e muitos ramais até um Igarapé.

Nesse trecho o joaninha pegou uma vaca numa curva com areia. Na travessia do igarapé quase a moto estanca bem no meio, mas consegui atravessar sem maiores problemas; o Erlo estancou a moto no meio do Igarapé e o joaninha perdeu a flauta e o bocal do escape nesse bendito igarapé. deu um pouco de trabalho fazer a moto do Erlo pegar, mas conseguimos.


De lá mais um trecho de asfalto até Salinas, praia do Maçarico, chegada do Rally do Sol.

Após registrar a chegada e confraternizar com outros pilotos, o Erlo retornou a N. timboteua e ficamos eu e o joaninha aguardando nosso apoio que estava na Praia do Atalaia.

Mais uma aventura concluída com a mão de papai do céu sobre nós, pois não tivemos nenhum problema sério nas motos, nem sofremos quedas ou outros infortúnios - Obrigado meu Deus e que venha o Rally do sol 2013!

"Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, por que o mundo pertence a quem se atreve. E a vida é muito para ser insignificante."(charlie chaplin)